quarta-feira, 21 de julho de 2010

De filho único a irmão mais velho

Olá,
Percebemos que o Lucca já entendeu que teremos mais um bebê.
Isso mudou o comportamento dele...e estamos com muita dózinha...tadinho....como será que ele está assimilando ter um irmãozinho.
Ele está mais apegado...pede muito colo...e não fica mais muito tempo com a vovó, chora para ficar na escola, está dormindo menos a tarde...enfim....mudou bastante.
Li esse texto abaixo hoje...achei interessante, mas não é fácil imaginar o que nos espera.
De filho único a irmão mais velho

Filho único é aquele que, por algum tempo, pode desfrutar o amor e a atenção dos pais, com exclusividade, como também a insegurança e falta de experiência da mãe no tocante aos cuidados básicos exigidos por um bebê.
A espera de um irmãozinho traz consigo a necessidade de dividir o que era só seu com um ser que lhe é totalmente estranho, não desejado e ainda ter que ser condescendente com os "caprichos" do recém-chegado.
A rivalidade e o ciúme fraterno coexistem em todos os lares, porque não tem a ver com a qualidade ou quantidade de amor que lhe é dedicado, mas como a criança o percebe, ou seja, se lhe é suficiente e justo ou não, o que nem sempre condiz com a realidade dos pais. A criança sempre desejará ser a única na vida deles e um bebê só poria fim a seus ideais egocêntricos. Praticamente é assim que ela percebe a situação, variando apenas a força dos seus temores.
Apesar de os pais amarem todos seus filhos, não é possível que seja da mesma maneira, visto que cada um é um ser individual e único, tem suas próprias características e necessidades, com maior ou menor intensidade. Além disso, cada criança nasce em épocas diferentes da vida dos pais e a cada nascimento estão mais maduros, experientes e seguros dos cuidados básicos de um bebê. Estão em outro contexto de vida.
De qualquer forma, sempre haverá certo grau de sofrimento para o primogênito e que poderá se manifestar pela regressão, como por exemplo, voltar a falar como uma criança mais nova, solicitar o uso da chupeta, molhar a cama, ficar mais arredia ou querendo colo com maior frequência. Há de se ter compreensão e tolerância, mas sem perder o controle da situação, pois necessitará de adultos que possam conter suas emoções mais exacerbadas, uma vez que não está sendo capaz.
Para minimizar a crise que se instalou, convém que os pais adotem certas atitudes, tais como:
- ao tomar ciência da nova gravidez, contar ao filho independentemente de sua faixa etária, utilizando-se palavras de sua compreensão. Reassegure-o de seu amor por ele. Saber da notícia através dos pais, fortalece a confiança depositada neles.
- introduza-o na história da família sempre que possível, pois ele não tem noção de sua infância mais precoce, ou seja, de quando era bebê.
- esclareça que ele também chorava muito como o irmãozinho vai chorar, pois é sua única forma de expressão; muitas vezes o programa combinado terá que ser adiado como tantas vezes vocês, pais, fizeram, quando ele era pequeno. Mas que dará muitas alegrias como ele também dá.
- por volta da ida à maternidade, informe-o previamente com quem ele ficará, que poderá visitá-los se assim o desejar e que logo voltarão para casa para ficarem todos juntos novamente.
- não subestime a inteligência de seu filho ao lhe dar um presente, alegando que o bebê que trouxe para ele, pois a criança sabe que bebês não fazem compras.
Se o filho mais velho recebe amor, compreensão e atenção dos pais, bem como, se são priorizados o respeito e a disciplina na educação, haverá ciúme e rivalidade, porém de forma mais branda e controlável.


Ana Maria Moratelli da Silva Rico

Psicóloga Clínica

Um comentário:

  1. Tadinhos, acho que eles devem pensar que serão abandonados né?
    Acho que no fim é muito melhor ter um irmão pra brincar do que ser sozinho, eu pelo menos amo ter irmãos.
    Bjs

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